segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Micro Contos Escambau - PARTE 1 ( estou participando do concurso do site Escambau, de arte e escrita)

Palavra do dia: Novidade
Nesse caso a novidade veio mesmo dar na praia. Uma mergulhadora que tirou sua roupa de mergulho parecendo dançar... Sinuosos movimentos embalados pelo barulho das ondas do mar. Conquistou presentes e ausentes...
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Palavra do dia: governo
Não era um governo, mas, sim desgoverno. Aquela forma de reger a orquestra que era para ser similar a um governo eficiente, estava a maior bagunça. Cada um fazia o que queria, muita desordem, o maior desrespeito...que desafinação!


Palavra do dia: árvore
Uma árvore frondosa! Uma jabuticabeira histórica. Debaixo daquela copa surgiram tão belas histórias que nem conseguia contar em trezentos caracteres...

Palavra do dia: cinta
Acorda, mulher!
Ao ouvir aquelas palavras ela já se arrepiava inteira. Sabia que mais cedo ou mais tarde ou a mão dele, ou a cinta, ou sabe-se lá o que, viriam de encontro à sua pele.
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Palavra do dia: costureira
Uma colcha de retalhos ela produziu. Ao unir fatos e relatos históricos sobre sua própria vida, ela parecia uma hábil costureira.
Em um pedacinho o bebê, no outro, a criança, naquele outro uma jovem inquieta, mais o da adulta e suas aventuras. No fim das contas tinha um livro da própria vida em forma de colcha para se cobrir e dormir num sono em paz. Para sempre.


Palavra do dia: braça
E ela insistia em dizer "me braça" para abraça-me.
Nada surpreendente para alguém que fala migo para amigo, nham-nham para comer, whats para whatsapp e etc para etcetera.
Engraçado? Não, não. Resumido e fofo!
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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Tempo para Amar ( Laura Flores)

Voando!
É assim que a vida passa. 
Uma vida inteira passa diante dos meus olhos mesmo se abertos. 
Um bebê, uma criança, uma adolescente, outra jovem, 
...logo uma adulta e quando vejo, os quarenta estão batendo à minha porta!
Abri a porta e a aguardo preparada! 
Daquele jeito que eu nunca sonhei mas sempre desejei, quase como que num sonho.
Um sonho bom de campeã!

#prosapoetica #setembro2017

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Um dos melhores artigos sobre mim - Laura Flores/Dança das Flores

Texto de Marco Antônio Perna

http://www.marcoantonioperna.com.br/blog/index.php?entry=entry130624-141533&utitulo=Laura+Flores+-+o+tempo+certo+para+dan%E7ar+-+A+Time+for+DancingO tempo certo para dançar

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Inclusão de um Bebê - Laura Flores



Sou quase uma criança no carrinho de bebê! Mas uma bebê grande, formada e cheia de vontades. E é mais ou menos assim que enxergo o mundo ao meu redor, com os desafios de um carrinho de bebê.
Ruas, escadas, rampas, subidas, descidas, alturas: nunca mais foram as mesmas desde que começou a visão de pessoa com deficiência.
A maioria das pessoas  nunca parou pra perceber e se perguntar: o mundo é para todos mas por que esse piso não é adequado para uma pessoa deficiente? Afinal todos estão sempre “correndo” e não percebem quase nada fora de seu umbigo.
Refiro-me aos deficientes super cientes de seu papel e cheios de vontade de mudar, de fazer a acontecer! Aqueles que dizem não ao capacitismo* e sim à acessibilidade com inclusão.
A hora da mudança de conceitos e quebra de seus antigos paradigmas é essa. Bem vindo ao novo mundo: um mundo de todos e para todos![i]


[i]Capacitismo é a discriminação e o preconceito social contra pessoas com qualquer tipo de deficiência. ( Fonte: Wikipédia)



12.09.2017 

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Capaz de Amar - Laura Flores





Vem aquela sensação horrível! Sei que posso, que consigo, que sou capaz, mas algumas pessoas insistem em tentar me provar que não.
Pior ainda, tentam repetidamente com ações, olhares, atitudes, palavras, reforçar a nós, pessoas com deficiência, se assim preferir chamar, que nós não conseguimos. Neste caso executar ou compreender algo.
Tarefa dada para mim, na maioria das vezes, é tarefa cumprida. E não dou mais importância para a “torcida”, apenas faço o que precisa ser feito.
Ah, comportamento esquisito, não é?
Culpa dele: do capacitismo. Em sociedades capacitistas já se parte do pressuposto que a pessoa com deficiência não é capaz. É a discriminação ou preconceito social com pessoas com qualquer tipo de deficiência que a rege. Dentro de sociedades capacitistas, a não deficiência é tida como o normal e ter um deficiência é algo que deve ser curado, tratado ou corrigido. Geralmente nessas sociedades, a pessoa capacitista dirige-se ao acompanhante do deficiente e não a ele, ratificando o que foi tratado anteriormente.E nessas sociedades advém a noção que pessoas com deficiência são inferiores a pessoa sem deficiência. Ora, pois, é dolorido e quase inaceitável esse tipo de pensamento.
“O capacitismo pode ser relacionado às pessoas com deficiência assim como o racismo pode ser relacionado a pessoas com cor de pele diferente, ou como o machismo para as mulheres. Se baseia numa determinada concepção anatomicamente padronizada, ou seja, um padrão de corpo definido como perfeito, típico da espécie humana.” 
Hoje eu faço o que preciso fazer, dentro das minhas possibilidades, no meu tempo e da melhor forma que consigo executar! Sou Laura Flores com alegria e orgulho!
30.08.17
Ando cansada! E já faz algum tempo.
Falando-se de tempo cronológico, uns oito anos.
Não vejo as coisas mudarem. Nem consciência, nem atitudes, tampouco ações.
Quero aquela nova consciência como se diz por aí.
Se chego em um ambiente e sinto-me deslocada ou desconfortável, não encontro coerência nos pensamentos, de acordo com minhas novas impressões com relação à vida, simplesmente vou para o "back stage" da cena.
Não, senhor! Não discuto, nem reluto, tampouco discordo.
Melhor mesmo é o silêncio. Como naquela velha frase, meio que um chavão, "falo nada, só observo" e meu olhar, acredito que fale por mim.
A valorização do se ser. do tal poder, muitas vezes está entranhada em pequenas ações ou disfarçada de "boa pessoa".
Amo ver a simplicidade de uma flor, o voo de uma pequena borboleta, a leveza de uma dança simples, sem muito rodopio e cheia de sentimentos. Amo o simples mesmo, uma volta de pedalinho, de bicicleta, um bom gole de café, um passeio pelo parque, um abraço bem gostoso! Essa sou eu hoje...
E vivo tão feliz. Eu com as minhas limitações e você com as suas, mas hoje eu sei que eu com minha consciência que poucos tem!

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https://www.youtube.com/watch?v=dVnFANDt3NQ